“Jogo da maquininha” pode estar com os dias contados na Bahia

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Novo fenômeno, grupos de aposta despertou a atenção da polícia.

A ação é bem simples: o apostador chega em qualquer uma das centenas de bancas espalhadas por determinada cidade, pega o tablet e seleciona os seus jogos. Não há limitação de idade ou sexo para isso, basta ter dinheiro. Talvez por essa aparente facilidade, as apostas esportivas viraram uma verdadeira febre no Nordeste nos últimos meses.
Tudo isso, porém, pode estar com os dias contados na Bahia. Isso porque a Delegacia de Repressão a Estelionatos e Outras Fraudes (Dreof) já foi avisada sobre a ação. A titular da unidade, Márcia Pereira, pontua que ainda não pode detalhar as diligências, mas admite que a Polícia Civil está trabalhando no caso. “Já fomos alertados sobre essa situação. Há a suspeita que esteja relacionado com algum tipo de lavagem de dinheiro”, resume.
Apesar dos indícios de crime, a delegada faz uma ressalva e esclarece que cada caso deve ser estudado separadamente. “Em tese, seria contravenção. Mas precisamos saber de todos os detalhes para fazer uma apreensão ou prisão”, diz. Já a Polícia Federal (PF) afirma que também pode investigar quem está por trás do negócio, mas somente em conjunto com a Polícia Civil, caso os grupos ajam de forma interestadual.
Vale lembrar que o crime de contravenção é previsto na Constituição Federal desde 1941. De acordo com o texto, quem for flagrado participando de qualquer tipo de aposta pode pagar multa entre R$ 2.000,00 e R$ 200.000,00, “ainda que pela internet ou por qualquer outro meio de comunicação, como ponteiro ou apostador”. As apostas sobre quaisquer competição esportiva, de acordo com a Lei, também são consideradas ilegais.
Os jogos também podem ser feitos pela rede de computadores em diversos sites. Nesses casos, a polícia encontra ainda mais dificuldade em investigar, já que as páginas estão hospedadas em países que liberam as apostas. Um dos casos mais emblemáticos envolvendo o jogo aconteceu recentemente, na 13ª do Campeonato Brasileiro de Futebol. Algumas bancas simplesmente quebraram porque times considerados “zebras” ganharam fora de seus domínios.
Um dos sites estampou na capa o problema. “Prezados, neste dia 12/07 tivemos a maior premiação de nossa história. Algo tão grande que não pudemos prever e, por consequente, não pudemos nos preparar antecipadamente. Mas queremos deixar claro nosso compromisso com você que sabe da nossa credibilidade, e que honraremos todos os nossos compromissos, como sempre fizemos nestes anos que estamos juntos”, apareceu na oportunidade.

COMO FUNCIONA

A reportagem do Aratu Online conversou com apostadores que, por questões de segurança, não quiseram se identificar. De acordo com eles, tudo funciona das mais variadas formas formas.
Basicamente, cada time (vamos recortar nas apostas envolvendo clubes de futebol) tem uma cotação multiplicada pelo valor em reais jogado. Por exemplo: o Criciúma jogou neste sábado (5/8) contra o Brasil de Pelotas. Como estava nos seus domínios, a cotação do time catarinense estava em 1,77. Caso uma aposta de R$ 50 no time da casa ganhasse, o apostador levaria R$ 88. A junção de vários jogos aumenta as cifras. Veja abaixo:
Com as autoridades de olho e um mercado que se mostra, paralelamente, cada vez mais popular e nebuloso, a expressão “quebrar a banca” pode ganhar um novo significado em breve. Provavelmente, não deve ter o melhor desfecho para os que abusam da sorte.
Informações: Aratu Online.

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